segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ciganas e Bananeiras

Não só na estrada a minha família vivia grandes aventuras,em casa também eram grandes os acontecimentos.
Vou contar alguns fatos isolados,coisas que me lembro que minha mãe e meus irmãos contavam.
Nossa casa na Av. Borges, onde eu nasci foi palco de acontecimentos marcantes na vida da nossa família e até hoje quando passo em frente a nossa antiga casa falo que o dia que eu receber na loteria, eu compro a casa de volta pra mim.
A casa não é lá essas coisas, mas o valor sentimental é imenso.As lembranças da infância sempre são as melhores na vida da gente.


olha eu ai sentadinha em frente a nossa casa

Meus irmãos aprontaram todas nessa residência (rsrsrsr) eu não tive tempo de realizar muitas proezas mas lembro bem de ter engolido uma formiga de asa ao chegar em casa numa noite de verão, foi terrível, nunca tossi tanto na minha vida.
Lembro de uma vez meus irmãos,lindinhos, brincando de pega pega de noite pela casa e eu, muito pequenininha, só conseguia correr atras deles e rindo, numa dessas ao passar pela porta da cozinha, a empregada me sai de dentro com uma tigela de feijão fervendo pela mão e o que aconteceu???
Lógico né, é lógico que ela virou a tigela toda em mim. Nunca vou esquecer a dor de uma queimadura de feijão, foi horrível, chorei muito, mas ainda bem que não foi mais grave.

Uma vez no clube da AABB onde éramos sócios, já que meu pai era funcionário do banco, eu ao sair da piscina e entrar no banheiro, havia um tapete destes de madeira em ripinhas, na entrada só que muito avariado, continha um prego solto e de ponta pra cima, o que aconteceu??? Lógico que a Dona Deise pisou no prego né!
Sempre fui mestre em me acidentar, até hoje sou assim.
O caso é que quando eu fiquei com meu pé curado, meu santo irmão colocou tachinhas no chão da casa para brincar comigo e me chamou.....ou seja,tornei a pisar e abrir o ferimento que estava já curado.
Sim sim, pode falar que ele era uma peste, era sim!
Meu amadinho irmão conseguiu a proeza de colocar fogo duas vezes no patio e quase incendiar a casa toda.
Lembro eu de travesseiro e bico no patio olhando as bananeiras da mãe queimando, um fogo alto e todo mundo gritando e correndo com baldes,na tentativa de apagar o fogo com baldes de água.
Ainda bem que conseguiram....na outra vez ele colocou fogo no capim cortado do terreno.

meu irmão, olha a carinha do anjo!


Minha irmã não era arteira, mas acontece que ela fazia tudo que o meu irmão mandava, então tipo, ele era o mentor das estripulias e ela realizava junto com ele, era uma senhora dupla.
Eles conseguiam tocar terror até nas empregadas da mãe, não parava uma na casa, eles faziam altas artes pra mandar elas embora(rsrsrsrsr).

Meu irmão era tão arteiro, mas tão arteiro, que quando minha mãe chegava com ele no hospital o médico já falava pra ela:
_O que foi dessa vez Dna Carmen?
Ele quebrou braço, nariz, perfurou a garganta, quase quebrou a cara na parede da garagem fazendo rampinha pra saltar de bicicleta, dentre outras tantas estripulias.
Mas sempre nos demos muito bem, desde que eu nasci, ele sempre cuidou muito bem de mim, até hoje continua a cuidar.

eu e meu irmão sapeca!

Minha mãe, depois que teve os 3 filhos resolveu voltar a estudar, então ela precisava ter empregadas para ajudar a cuidar dos filhos, mas antes disto ela fazia tudo sozinha, até costurava as roupas dos filhos, era uma excelente dona de casa, cozinhava muito bem e adorava uma festa.
Mas ficar com uma empregada era a coisa mais difícil da face da terra em se tratando de ser mãe deste menino terrível.

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Em pouco tempo ele foi chamado de louco pelas duas avós e aconselhada a internar o filho ou procurar tratamento para o mesmo.
Na casa da Vó Maria em minas ele correu pelo quintal atras da prima com uma faca na mão e ela aos berros entrou correndo atravessou a casa pedindo socorro e ele atras com um facão(rsrsrsr) minha avó falou:
_Carmen, tu tem que internar esse menino, ele não é certo da cabeça!
Pouco tempo depois já em casa, a mãe da minha mãe estava a nos visitar e ele entrou dentro de casa com a camiseta cheia de catchup na altura da barriga e segurando uma faca falando que tinha se cortado. Minha avó ficou apavorada e correu pra socorrer o neto que as gargalhadas mostrou que era brincadeira.Minha mãe que já sabia das artes dele nem deu bola, mas avó falou:
_Carmen, tu precisa internar esse menino, ele não é certo da cabeça!
Ou seja , as duas avós estavam de comum acordo num espaço curto de tempo (rsrsrsrsrrs)
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Bem, depois que a mãe aprontou me esquecendo em casa e quase me derrubando de uma carro andando, outra que ela fez foi quase me perder na porta da escola do meu irmão.
Simmmmm ela "quase" me perdeu,mas até hoje me pergunto se eu sou eu mesmo, ou se sou outra pessoa e não a filha da minha mãe.

Acontece que a mãe foi buscar meu irmão na escola e me deixou, ainda bebe, aos cuidados da minha irmã.
Sim,uma criança cuidando de outra criança...já viu né!
Passou umas ciganas e me viram no carro e pediram pra minha irmã abrir a porta pra me ver,não sei ao certo se foi assim, só sei que minha irmã louca de medo das ciganas abriu a porta apavorada.
E foi assim que um bando de ciganas me levou da minha irmã.
Quando a mãe voltou com meu irmão viu minha irmã aos prantos soluçando de chorar.
Aos prantos ela relatou que umas ciganas tinham me levado.Minha mãe largou meu irmão com ela e se foi atras de mim em um acampamento ali perto da escola, diz que chegou lá, entrou e me viu no centro de uma roda de ciganas todas cantando pra mim.
Bem, acho que minha mãe me conhecia bem pra não pegar outra criança né?....acho que sim.....espero.
E assim foi minha curta estadia no acampamento das ciganas(rsrsrsr)
Pobre da minha mãe...piradinha das ideias, mas uma santa alma!!!

meus irmãos....lindinhos!!!

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