sexta-feira, 31 de maio de 2013

Arquivo de fotos

No último feriado,consegui pegar a caixa de fotos que está na casa do meu pai e revi várias fotos destas aventuras que eu já contei pra vocês.
Me deu uma peninha de não ter colocado estas fotos nos posts anteriores que resolvi fazer um só pra colocar elas, afinal,estes momentos merecem ser mostrados.
Vou colocar uma pequena explicação nas fotos para vocês ligarem a foto aos causos que já contei.


um registro da casa onde eu nasci.

o Fusca do pai e nós no meio da avenida onde a 
vó Joana morava em São Gabriel,
mas a casa dela não é a da foto.


Vó Joana e seus netos em frente a casa de 
São Gabriel/RS
*eu sou a de amarelo na foto

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meu pai em Cabo Frio   

      meu Pai em São Paulo


vista de Candeias/MG

Candeias/MG

praça de Candeias/MG


igreja de Candeias/MG

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Estátua em Pouso Alegre/MG do Fernão Dias
na estradado mesmo nome.

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Hotel (espelunca) na estrada


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Visita ao Rio de Janeiro dec de 70

praia de copacabana

passeio de barca, vista da praia

pilares da ponte rio-niterói

vista da praia do pão de açúcar

na praia da barra da tijuca

provavelmente pela foto deve ser ipanema

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minha mãe na ocasião de conhecer a fonte ijuí 
em uma de nossas aventuras para ijuí.
Na foto meu primo Rogério Koff,
minha irmã e meu irmão.

na fonte ijuí meu tio Sergio Koff com minha prima,
meu pai comigo pela mão.




sábado, 25 de maio de 2013

Reveillon quase na estrada!

Outro lugar que a gente ia muito quando criança era pra casa da irmã da minha mãe que morava em Ijuí.
Tá...daí vocês vão dizer, nãooo até Ijuí não deve ter acontecido nada.Bem,mas eu falo de Ijuí na década de 70, a estrada não tinha asfalto e demorava-se muito mais até chegar lá,mesmo sendo de fusca.
Sim de fusca, não sei se era o mesmo das aventuras até minas, pois o pai teve 3 fuscas diferentes, mas mesmo assim era de fusca.

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Em uma dessas idas a Ijuí, lembro de alguns momentos da viagem e não sei ao certo se tudo se passou na mesma viagem também,mas vou relatar alguns momentos hilários destas aventuras.

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Numa certa ida a Ijuí havia chovido muito na noite anterior mas de malas prontas e sol forte no céu, nos embrenhamos na estrada rumo a casa da tia Beth.
Esta minha tia, irmã da minha mãe, era casada com Sérgio Koff que vinha a ser irmão do Fábio Koff, simmmmm, este mesmo, presidente do Grêmio. O que posso falar pela convivência, um homem muito querido na familia!

Bem, meu tio trabalhava no Unibanco e era tipo gerente do banco,morava em cima da agência bancária e tinha todas as chaves do estabelecimento. A gente, eu e minha prima, adorávamos ir brincar no banco nos finais de semana quando ele estava vazio, mas sempre na supervisão do meu tio pra não acontecer nada errado.Mas só de estar dentro da agência, era uma aventura a parte.

Bem,mas vamos falar da viagem em si. 
Como eu falei,havia chovido muito noite anterior, então o barro na estrada era alto. Num dado momento lembro que o fusca atolou mesmo e não tinha cristo que tirasse ele do lugar.Meu pai avistou logo a frente um posto de gasolina e falou pra minha mãe.
_Carmen,pega na direção que eu vou descer, tu vai guiando o carro lá para aquele posto, tá?

Tudo combinado, minha mãe passou pro lado do motorista e meu pai desceu para empurrar.
Na primeira empurrada o carro saiu do atoleiro e minha mãe foi guiando para o posto e falou assim:
_ Viram crianças, como o pai de vocês empurra bem um carro?

Nós viramos pra olhar o pai lá atras e ele estava a mais ou menos 1 quilometro lá atras na estrada atolado de lama até os joelhos(rsrsrsrsrs)coitado!!!
Chegamos no posto e tivemos que esperar o pai chegar algum tempo depois todo de lama até os joelhos.Nem falou nada,era um silêncio mortífero(rsrsrsr) parecia cena de filme (rsrsrsr).

Mais tarde na mesma viagem(eu acho) era noite e nada de chegar na cidade, a estrada cheia de carros atolados,caminhão com luz alta atras e eu chorando querendo fazer xixi.......mas vê se tem fundamento isso nesta altura do campeonato.
Minha mãe gritava pra eu esperar, meu pai não enxergava direito a estrada por causa da escuridão e da lama e eu chorando quase me mijando, não teve dúvidas,minha mãe resolveu o problema a maneira loca dela.
Me pegou pelo braço, baixou as minhas calcinhas me sentou no pinico, abriu a porta do fusca e simplesmente colocou eu e o pinico pra fora da carro.........detalhe, com o carro andando e com um caminhão atras com luz alta, a lama passando em baixo dos meus pés e eu me segurando em pânico na porta do fusca e gritando:
_EU NÃO QUERO MAIS, EU NÃO QUERO MAIS!!!!
Minha mãe me trouxe pra dentro do carro e mandou eu calar a boca e para de encher o saco (rsrsrsrsr)

Isso.... ri, ri porque a cena foi essa mesma.....hoje até eu dou muita risada.

na foto minha irmã,eu,meu primo rogério,meu irmão joão e 
minha priminha themis no colo dele, na fonte Ijuí


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Em uma outra destas idas a Ijuí a pobre da minha avó Joana,mãe da minha mãe, estava junto.
Era véspera de Ano Novo e nós resolvemos ir passar com a tia e levar a vó junto.A mãe arrumou algumas coisas de comer pra ajudar na ceia e levou champagnhe também pra comemorar o reveillon.
Num dado momento da viagem,já de noite também, meu pai gritou:
_CARMENNNN, ESTRAGOU A PARTE ELÉTRICA DO CARRO!!!
 Mas como assim??? o carro ainda andava mas só as luzes não funcionavam.Meu pai parou em pânico na estrada para ver....era só a lama que tinha tapado a lanterna da frente (rsrsrsrs)
Não bastando isso, depois que ele limpou seguimos viagem e atolamos, simmmmmmm, atolamos de noite, véspera de ano novo as 23 hrs, olha só que coisa lindaaaa!!!
Não tinha dia melhor, ou melhor, noite melhor , nem hora melhor pra se atolar numa estrada??? Nãooooo, com a minha família isso não se aplica.
Fomos pra beira da estrada pedir carona, ainda bem que um senhor parou e levou eu,meus irmãos e minha avó até a cidade pra buscar ajuda.
Ficamos em casa com a vó,eu, meus irmãs o meus primos.Meu tio e minha tia foram buscar os meus pais na estrada e lá a mãe abriu a champagnhe e tomou com eles pra celebrar a virada do ano....e mais uma aventura pitoresca se passou!

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meus tios e meus primos em 1977,na frente lá de casa
quando resolveram voltar a morar em santa maria.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Conhecendo o Rio

Nem lembro direito se esta foi a primeira vez que fui ao Rio de Janeiro, mas me recordo bem desta viagem, ou melhor, de partes dela.
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Fomos nas férias de 75 creio eu, pois fiz 9 anos por lá e tenho algumas recordações deste aniversário e de alguns presentes que ganhei.
Acredito também que foi desta vez que meu pai não entrou na cidade sozinho e chamou o meu tio em um posto de gasolina na estrada para nos guiar até a sua casa,lembrando do aperto que passamos em São Paulo, desta vez foi tudo tranquilo. O aperto desta vez foi diferente, pois o meu tio foi de taxi até o posto e tivemos que vir todos apertadinhos dentro do fusca. Imagina a cena,meu tio e meu pai na frente do fusca, minha mãe e os 3 filhos na parte de traz.....é isso mesmo....um aperto total.

Ficamos na casa de um tio da minha mãe, pois não haveria lugar para ficar na casa deste tio, irmão do pai, que também morava no Rio.
Sem problemas,passeamos com todos eles da mesma forma.

Como não poderia deixar de ser,os passeios mais feitos por turistas são o Pão de Açúcar e o Corcovado e lá foi a turma dos loucos passear pelo Rio.

vista do Rio de Janeiro

Dizem as más línguas, que eu dei uma de capetinha lá no morro da urca, larguei a mão da minha mãe e sai correndo pelo morro que nem era tão seguro como é hoje.Naquela época não haviam muretas de concreto, e só alguns cabos de aço para as pessoas não caírem lá de cima.Minha mãe corria e gritava, 
SEGURAAAA!!!
DEISEEEE VOLTA AQUIIIII!!!!

Diz que eu corria dela e só dava risada(rsrsrsr)
Era muito difícil a família se comportar bem em qualquer lugar (rsrsrsrrssr)

nós no Pão de Açúcar


Olhem na foto a cara da sapeca ... eu né, ali perto da minha mãe colocando a língua pra fora(rsrsrsr)
Minha mãe toda estilosa de lenço e óculos escuros, meu irmão, meu tio Djalma(irmão do Pai) e minha irmã.

Nesta viagem também tive o privilégio de presenciar algo histórico, a construção da ponte Rio-Niterói, quando fomos fazer a travessia com a barca tiramos fotos dos pilares da ponte.

pilares da ponte Rio-Niterói 

Nesta ocasião, também conhecemos a ilha de Paquetá,onde todos andam de charretes ou bicicletas,foi muito legal o passeio.
Também lembro que meu tio Waldemar, onde ficamos alguns dias, me levou em um clube, acho que o Clube de Regatas do Flamengo, e lá conheci o famoso ator Dary Reis que gentilmente veio conversar comigo e me dar Parabéns, foi muito emocionante, pois eu sempre fui noveleira e adorei conhecer ele!

ator Dary Reis

Se me lembrar de mais algumas passagens desta viagem eu volto a escrever, pois as lembranças de infância são assim mesmo...algumas a gente perde pelo caminho desta loucura que a gente vive.
Espero que tenham gostado...até a próxima!!!


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Na estrada com seu Zé!


Meu pai, como todo pai,queria que os filhos conhecessem todos os lugares que ele viveu, lugares que ele conhecia,lugares que ele gostava muito, então lá fomos por todas as estradas mais perigosas que existem.Passamos pela serra do Rio de Janeiro, pela serra de São Paulo, pela Fernão Dias, a estrada que nos leva a minas, pela serra que leva a Teresópolis, a estrada que nos levava  a Cabo Frio e tantas outras.
Confesso que nunca mais quero passar de carro ou de ônibus por algumas delas....quem já passou sabe do que eu to falando.
A serra das Araras na chegada do Rio de Janeiro então, cruzesss, nunca mais na minha vida!
A de São Paulo, hoje em dia já está duplicada, mas naquela época, era uma estrada estreita e cheia de caminhões,um perigo!!

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A frase, ou melhor, a palavra mais escutada no carro em toda a viagem que se fazia era(aos berros):
_JOSÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
Minha mãe gritava toda hora o nome do meu pai para que ele ou não ultrapassasse o carro da frente, ou que ele prestasse atenção na estrada.Acontece que meu pai era e é a pessoa mais atrapalhada na direção que eu conheço.
Hoje ele tem 80 anos e usa esta boa desculpa para tanto rsrsrsrsr


meu pai e minha mãe

Uma história muito engraçada foi uma vez quando chegamos em São Paulo e o meu pai teve a brilhante ideia de contratar um taxista para nos guiar na entrada da cidade, pois ele não conhecia nada.
Minha mãe achou boa a ideia e paramos e meu pai atacou um taxi, fez a proposta e pagou o motorista para ele nos levar até um endereço.O combinado era dele ir na frente e nós seguindo ele.
Ahammmm,seguir um taxi em São Paulo.....brilhante ideia!!!

Quando começou o percurso já se viu no que ia dar aquilo tudo, meu pai de fusca todo atrapalhado correndo atras de um taxista maluco que passava voando pelas sinaleiras a todaaaa.......
Minha mãe berrava,  VAI JOSÉ, PASSA NO VERMELHO, VAI JOSÉ, TU VAI PERDER O HOME JOSÉÉÉÉÉ
PERDEU VIU, SEU TONTO!!!!

Simmmm, o taxista se mandou com nossa grana e nos deixou sozinhos a ver navios no centro de São Paulo completamente perdidinhos da silva.
As crianças nesta altura, eu e meus irmãos, caladinhos atras no fusca, e quem nesta hora iria dar um piu???

Minha mãe só berrava com o pobre do José (rsrsrsrsr) nem lembro mais como chegamos na casa da minha tia,mas chegamos.

Da vez que fomos pro Rio de Janeiro, meu pai parou em um posto na entrada da cidade e ligou pro meu tio ir nos buscar (rsrsrsrsr) desta vez ele resolveu não arriscar.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Palmitos e Perucas

Nestas andanças de fusca para minas gerais,e foram tantas vezes que perdi as contas de quantas foram, e das coisas que aconteceram, na medida do possível vou me lembrando e contando pra vocês.
Mas lembro que minha mãe em uma época usava perucas e as guardava em uma caixa redonda enorme(hoje ela ficou comigo de herança) que cabia dentro um tipo de molde de cabeça natural e as perucas iam ali encaixadas.Pois bem, esta caixa de perucas ia no banco de traz do fusca bem no meio, separando estrategicamente os meus irmãos, se assim não fosse,os dois se matavam antes mesmo de chegarem na primeira cidade do percurso.
E vocês perguntam e eu?? onde eu ia sentada?? ahhhhh, comodamente no colo da minha mãe....comodamente??? comoda umas pinóias, era extremamente incomodo viajar quase mil quilômetros sentada no colo da minha mãe...imagino como ela ficava , coitada! Mas tudo por uma boa causa:as perucas chegariam bem em minas rsrsrrsrsr


minha mãe de óculos (adorava uma peruca)

Mas o que minha mãe mais amava era ir fazendo compras pelo caminho...e qual mulher não gosta de fazer compras?
Qualquer mulher normal faz compras,mas não minha mãe....ahhhhhh ela era especial, se é que me entendem. Não entendem? então eu explico:
Minha mãe num dado momento da viagem(em uma delas) mandou meu pai parar porque ela queria comprar palmitos.
Qualquer pessoa normal,desce do carro em uma tendinha na beira da estrada e compra salames,cucas, pão de casa, abobora e até melancia que é comum aqui no rio grande do sul, mas não ela queria palmito.
Acontece que não era palmito em conserva....nãoooooo.....ela comprou a árvore do palmito, sim, uma árvore de palmito veio atravessada dentro do fusca.
Pobre do meu pai,vinha dirigindo espremido entre a direção o palmito e o banco e aiiiii dele se reclamasse! Coisas da doida da minha mãe(rsrsrsrrsrs)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Na casa da vó Maria

Como já falei, meu pai é mineiro então  eu e meus irmãos, fomos criados viajando,toda a nossa infância foi norteada por grandes aventuras nesta rota minas rio grande do sul.
Minha Avó paterna se chamava Maria, e meu avô Antonio, naturais de Candeias, Minas Gerais. Mas não é qualquer cidade não, é o interior do interior  do interior de minas, muito looooongeeeee.
Mas valeu cada ida pra casa da minha vó, foram grandes momentos passados lá.

casados meus avós

Se vocês repararem na foto, eu sou a segunda de pé, do lado da minha prima Denise que está de vestido branco, depois minha irmã e meus primos Rogério e o menor na frente Wagner.Lá em cima dá pra ver o meu avô Antonio.
O detalhe da foto fica por conta do fusca, acreditem se quiserem, o fusca era nosso.....simmmmm....fomos não uma, nem duas, mas várias vezes de fusca até minas gerais.
Considero meu pai um herói por ter conseguido tamanha proeza, se aventurando até lá, mais de mil quilômetros só de ida, num fusca com 3 crianças, uma pequena usando fraldas ainda(na primeira vez que fui,usava fraldas).Diz minha mãe que na frente no meio das pernas dela ia um balde onde ela colocava as fraldas(de pano) sujas no meio do caminho, que cada vez que ela abria a tampa do balde o cheiro era insuportável rsrssrsr
Só pra ter uma noção,de fusca, naquela época, levava-se quase 3 dias até chegar lá, ou ainda, 2 dias inteiros.Chegava-se demolido literalmente.Até hoje não sei como um fusca aguentava a jornada.
Pior nem era o tempo de estrada, mas os lugares para pernoitar, as brigas dentro do carro, e por fim, mas o mais importante, a quantidade coisas que minha mãe carregava.
Até hoje a gente aqui em casa comenta que ninguém consegue ser sucinta em arrumação de mala, ou seja, TODAS NÓS puxamos a veia da Dna Carmen (rsrsrsrsr)

casa dos meus avós a ultima vez que estive por lá, quando levei as minhas filhas pra conhecer,é sim, elas também já foram conhecer a casa da vó bisa!


Dentre todas as aventuras nas estradas,uma que me marcou muito foi um pernoite que fizemos na cidade de Tubarão/SC
Quando chegamos eu já achei estranho o nome da cidade, mas era de noite e as crianças todas cansadas,vá lá, qualquer lugar que tivesse uma cama tava boa, uma cama para cada criança né? mas não, tinha que ser 2 camas para 3 crianças e um banheiro que pra fechar a porta tu tinha que subir no vaso sanitário de tão pequeno que era.
Sem reclamação, fomos sair pra jantar, nem lembro o que comemos porque o meu pânico era muito grande, havia uma infestação de besouros na cidade, sim, o chão era tapado de besouros, eu só lembro que a gente caminhava e aquilo estalava no chão!!! Que nojoooooo, que medooooo!!!
Fomos dormir, eu e minha irmã na mesma cama e meu irmão sozinho na outra, felizardo né, não quis dividir a cama com ninguém e como era menino tinha uma bela de uma desculpa.
No outro dia pela manhã tomamos café, que ao meu ver, pela espelunca,foi muito bom, e fomos embora.Dei graças a Deus de ir embora daquela cidade que pra mim tinha que se chamar Besouro e não Tubarão!

domingo, 19 de maio de 2013

Infância

Continuando a minha singela explicação de como a minha vida foi na estrada literalmente, hj vou explanar um pouco mais sobre a minha infância.

MEUS PAIS E MEUS IRMÃOS

Quando eu surgi nesta familia de loucos, minha mãe já tinha os meus irmãos, olha só as carinhas dos "anjos" !!
Não se enganem viu,estes dois aí, principalmente o meu rico irmão, eram umas pestes.
Eu pelo contrário, um doce nenem que não dava trabalho algum, linda e formosa (rsrsrsrrs)

EU

Vê se não dá vontade de levar pra casa esse nenem??pois é.....tenho coisas deste tempo pra contar que vocês duvidam que aconteceram.

Bem, como falei antes, minha avó materna morava em São Gabriel, então depois de um tempo morando em São Paulo, onde meu irmão nasceu,minha mãe veio morar em Santa Maria.
Aqui nasceram eu e minha irmã mais velha.
Nossa casa ficava ali na Av Borges,onde hoje é a uma agência de Publicidade.

meus irmãos e amigos em frente de casa

Como morávamos bem perto da cidade da minha avó, todos os finais de semana minha mãe arrumava as malas e lá a gente se ia pra casa da vó.
Nestas idas e vindas, furava-se pneu na estrada, que na época era de chão batido,2x quebrou o vidro do carro e a gente veio comendo poeira a viagem inteira,uma vez no meio da estrada as crianças gritando e brigando,meu pai parou o carro e saiu correndo.....fez-se um silêncio e todos ficaram olhando pra ele correndo la fora.Quando entrou explicou que tinha entrado uma abelha pela janela e atacado ele (rsrsrsr), eu era pequena,mas imagino a cena e dou risada até hoje.
Mas a maior história destas viagens à São Gabriel foi uma vez que minha mãe arrumou os filhos, as malas, fechou a casa, colocou os filhos no carro, as malas no carro e falou:
_Vamos José!!!
Meu pai (José) entrou no carro, fechou a porta, ligou o carro e saiu.......umas 2 quadras depois ele olhou pra minha mãe e falou:
_ Carmen, tu pegou tudo????
Minha mãe respondeu:
_Claro, tá tudo aí, vamos logo!
Daí meu pai falou:
_Então vamos voltar porque tu esqueceu a DEISE.
SIMMMMMMM.......pasmem, minha mãe me esqueceu dentro de casa, pode????
Ela me arrumou e me colocou dentro do carrinho de bebe,deixou o carrinho no corredor da casa onde vinha claridade do banheiro, pois já estava fechando as janelas da casa.....e lá eu fiquei.
Conta ela, que quando entraram em casa, eu estava bem quietinha no carrinho esperando.
Era ou não um anjo de bebe???? (rsrsrsrsr)
Sempre que falam no filme "esqueceram de mim", eu digo que é o meu filme!!! rsrsrsrrs

meu 1º aninho

sábado, 18 de maio de 2013

O Começo!!!

meus pais

Tudo começou com estes dois aí da foto,meus pais,num encontro mais do que inusitado,um natural  do interior de Minas Gerais e a outra de São Gabriel, interior do Rio Grande do Sul.
Mal eles sabiam as aventuras que iriam meter toda a familia, ou melhor, seus filhos,mas agradeço muito ter passado por todas as situações que pra muitos podem ser malucas, e até foram, mas foram situações muito engraçadas e que eu amei passar.
A história da minha família, desde o inicio já foi a mais estranha possível, pois até hoje tenho que explicar o que um mineiro veio fazer em São Gabriel na déc de 50 tão longe de sua terra natal.
Acontece que meu pai era o filho homem mais velho de uma família imennnnsa , eram 9 filhos, todos de carrerinha, e 2 abortos espontâneos da minha finada avó de gêmeos  senão iriam ser 13 irmãos....ufaaaa
Acontece que um tio do meu pai se compadeceu da situação da família,meu pai era esses mulequinhos de rua, de pés descalços que andava com um tabuleiro de pasteis vendendo na rua e na rodoviária pra ajudar a sua mãe a criar seus irmãos,esse tio pegou meu pai e o levou para Teresópolis  estado do Rio de Janeiro, deu-lhe uma oportunidade de ter um estudo melhor e de conseguir um emprego.
A duras custas, meu pai conseguiu entrar de menor aprendiz no Banco do Brasil com 17 anos, e deste emprego ele fez a vida dele.Agarrou esta oportunidade com garra e foi um dos melhores funcionários que o banco teve.
Meu pai foi transferido pra Cabo Frio/RJ e logo após para São Gabriel/RS
No mesmo dia que desembarcou ele foi em um baile na cidade e conheceu uma linda mulher...eheheheh minha mãe!
E foi assim que tudo começou!!!
Depois ele voltou para São Paulo e ela ficou, ele retornou para casar com ela e a levou para morar em São Paulo junto dele.
E foi aí que começou as idas e vindas nestas estradas entre MG e RS.


meus pais na lua de mel no parque da redenção em Porto Alegre/rs