domingo, 30 de junho de 2013

OUTRAS INUNDAÇÕES

Como falei no post anterior, já passamos por várias inundações, lógico que nada grave,mas foram episódios bem pitorescos.

Lembro de uma vez que fomos, eu e meus pais passar um verão em camburiú. Alugamos um apartamento em uma avenida paralela a avenida beira mar(não lembro o nome)que muito bem localizada ficava a 1 quadra do mar.
Este apartamento beeeem melhor do que aquele de Cabo Frio que contei antes,com dois quartos bons,uma sala,dois banheiros, cozinha bem equipada,tudo muito bom.Prédio excelente,até dar a primeira chuva.
É a famosa Lei de Murphy, ou aquilo, nada é tão bom que não possa  ficar terrível.
Mas o primeiro fato desta aventura foi que no prédio da frente,em construção, um homem se pendurou lá no último andar com os pés pra fora ameaçando se matar.
Resultado: rua interditada,um povo lá embaixo gritando _Pula,Pula, Pula....bombeiros e polícia na rua e minha rica mãe me vai pra sacada filmar o dito suicida  Numa certa hora até ela se divertia gritando pro cara pular lá de cima e dava risada.
Pobre coitado, depois ficamos sabendo que tinha sido traído pela esposa e queria se matar,mas o caso é que os bombeiros retiraram ele de lá e tudo ficou bem no final.
Passeamos muito pela cidade e um dia resolvemos ir a Blumenau conhecer a cidade da Octoberfest.
Tudo ótimo senão começasse a chover na volta,mas não era chuvinha de verão,era muuuuuuita chuva.
Chegamos em camburiu já meio escurecendo e o pai estacionou o carro na rua e subimos.Mas foi o quanto entramos em casa e ligamos a tv, estava inundando as principais cidades do estado de SC.
Não deu dez minutos e fomos na janela e o carro que estava estacionado já estava com água até a porta, outros já eram levados pela água pela rua e foi então que a tragédia se deu no prédio.
Bateram na porta,era a síndica perguntando se não estava entrando água no apartamento....até aquela hora não né,mas foi abrir a porta e  vimos muita água descendo escada a baixo em cascatas.
Não sei o que aconteceu,mas o alçapão lá no último piso cedeu e a água do telhado entrava toda e descia pelas escadas.
Era todo mundo com vassouras empurrando água pra baixo pra não entrar nos apartamentos.
O bom nestes casos é que a gente fica conhecendo todos que moram no prédio (rsrsrsrsr)

No outro dia foi dia de secar tudo e todos!!!


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Outra história de inundação foi em Belo Horizonte e bem complicada.
Eu estava na casa de uns primos e resolvemos ir no cinema no centro, na avenida Afonso Pena.
Acontece que neste mesmo dia,meus pais que estavam no Rio de Janeiro iam chegar de ônibus em BH.
Lembro até que filme era,Star Trek. Só que quando a gente tá dentro do cinema não escuta chuva nem nada,perde mesmo a noção do tempo lá de fora.
Quando saímos do filme, avistamos algo de muito estranho,nenhum carro passava na avenida.Quem conhece Belo Horizonte sabe que esta é a avenida principal do centro e que é muito movimentada 24 hr, mas naquele dia nenhum carro.Fomos perguntando e falaram que a cidade estava inundada.INUNDADA??? como assim??? Nem choveu!
Acontece que enquanto estávamos no filme, choveu mais de um mês em pouco mais de uma hora.
Não tinha como ir para casa nem de táxi, nem de carro, nem de ônibus, só a pé.
O problema era a distância que teríamos que percorrer a pé....era muiiiiiiiiiito longe.Sério, eu nunca caminhei tanto em toda a minha vida.
Quando chegamos perto da rodoviária, não tinha rodoviária....ela estava TODINHA DE BAIXO D'ÁGUA.....lembro que eu falei assim meio em estado de choque:
_Minha mãe tá aí!!!
Meu primo querendo me consolar disse que de certo o ônibus tinha deixado eles em outro lugar e que ia dar tudo certo.
Mas o meu pavor foi grande,porque não tinha contato com eles, pois nesta época não se tinha celular.
Passamos por cima do viaduto e tivemos a noção de quanta água tinha na região,a água estava quase em cima do viaduto, só passava gente a pé por ele,carro era proibido.Foi a primeira vez que vi tanta água no Arruda(o rio que passa no meio da cidade)
Só no outro dia que conseguimos ver os meus pais que ficaram hospedados em um hotel pulgueiro perto do centro e nos contaram o perrengue que eles passaram sem conseguir ir para a casa dos meus tios.
Ahhhhhh só pra constar, caminhamos por umas 3 hrs até chegar em casa.

rio Arrudas em BH - inundação em 1987

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PROSTÍBULO E INUNDAÇÃO

Lembro de outras viagens que fizemos ao Rio de Janeiro,mas desta vez fomos de ônibus, só eu e meus pais, mas nem de longe a viagem foi sem uma ou outra aventura inusitada, como de costume.

Em uma destas idas, ao chegar na rodoviária,meu pai me fala a trágica frase ao motorista de táxi da rodoviária do Rio:

_Olha a gente quer um hotel bem em conta, baratinho pra ficarmos só uns dias.

Foi a deixa que o motorista precisava pra nos colocar na maior roubada da história.
Deu umas voltas pelas ruas próximas da rodoviária e logo parou na frente de uma espelunca, sério, sabe aqueles hotéis de filmes pornô?então era mais ou menos isso.Um hotel bem baratinho mesmo, lugar de encontros furtivos de mulheres de programa com homens de certo , casados.É lóóóógico que o motorista do táxi levava uma porcentagem por cada pessoa que largava ali, commmm certeza.

Mas até então, naquela altura do campeonato, nós não havíamos nos dado conta da roubada.Entramos, preenchemos a ficha e subimos para o quarto. Simmmm, 1 quarto para meus pais e eu.
Era um quarto que ao abrir a porta dava para uma pecinha minúscula sem janela onde tinha uma cama de solteiro, sem porta para o próximo cômodo e totalmente mofada e escura.
No outro cômodo uma cama de casal e um banheirinho minúsculo, mas o detalhe fica com a vista da janela.
Sério, se você chegasse na janela consegui ver os outros quartos do hotel, onde as mulheres de programa(que moravam lá de dia) pintavam as unhas dos pés e riam às gargalhadas contando os casos dos homens que tinham pegado noite anterior.
A coisa era tão vulgar, que elas estavam de calcinha outras de camisola, numa cena que a minha mãe deu um berro.
_Josééééééééé!!!!!
_Estamos num prostíbuloooo(aos berros)
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Eu em meio a vergonha e rindo sem parar, fiquei bem quietinha sem me meter, tava era loca de sono e fome.
Meu pai desceu e ligou para o irmão dele explicando onde estávamos.
Meu tio mais que depressa falou pro meu pai que de jeito algum ele poderia ficar ali naquele lugar e que era pra esperar que ele ia pegar um táxi para nos buscar lá o quanto antes.
A tardinha meu tio chegou e sem demora saímos meio a francesa daquele lugar típico...e acham que a aventura terminou alí??
Jura??
Nada em nossas viagens são normais e não poderia acabar assim só nisso.
No caminho, com um trânsito caótico do tipo que você pensa: _Não pode ficar pior!
Simmmmm , pode sim, pode começar a chover.
Chuva no Rio e em grandes cidades sabe como é né...inundação na certa.
E eis que a água começou a entrar pelas portas do táxi e meu tio querendo amenizar a situação falando: 
_Olhem, ali é a Sapucaí....ahm????sapucaí,isso é nome de sapo???
AHAHAHAHAH
Era a Marquês de Sapucaí, avenida do carnaval, ponto turístico novinho do Rio,mas naquela altura, com tanta água lá fora, nem querendo se enxergava alguma coisa.
Ficamos uma noite na casa do meu tio, coitado, com muita boa vontade nos hospedou até conseguirmos um hotel descente no centro do Rio.

Não que esta tenha sido a única experiência nossa em inundações,nem em hotéis fuleiros, mas foi a primeira inundação, e a primeira a gente nunca esquece.

Bondinho do pão de açúcar era assim nesta época
foto:google

domingo, 16 de junho de 2013

Praias e Apertos

Tem ainda muitas histórias pra contar das viagens da familia, aos poucos vou me lembrando e vou escrevendo aqui no blog.
A idade já não me deixa lembrar assim de tantos detalhes,mas na medida do possível vou transcrever as aventuras que tivemos indo para as praias, coisas hilárias que aconteceram nestas andanças(que foram muitas)

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A primeira vez que fui em uma praia ainda tomava mamadeira, lembro vagamente e de alguns fatos isolados.Lembro do Hotel e de minha mãe saindo de noite do quarto para ir esquentar a mamadeira pra mim.(ô memória a minha ehm)
Tem apenas uma foto que mostra esta aventura praiana, e mostra também o lindo modelo de corte de cabelo inventado pela minha mãe, nós chamávamos ele de corte "joãozinho", porque todos ficávamos com a mesma cara, ou seja, com cara de menino.Minha irmã odiava este tipo de corte de cabelo(rsrsrrs)

na foto, um amiguinho, meu irmão, 
eu de mãos na cintura
e minha irmã.

O nome da praia era Arroio Teixeira, aqui no Rio Grande do Sul mesmo, isso lá pelo ano de 69 ou 70, eu deveria ter uns 3 ou 4 anos, não mais do que isso.

Tivemos várias experiências em praias, umas não tão boas, quando meu irmão foi atacado por peixe elétrico ou raias, não sei ao certo e depois disso, nunca mais entrou no mar.Acontecimento este lá na Praia Azul nos idos anos 70.

Praia Azul.


Lembro de algumas viagens de termos parado na estrada para tirar fotos na beira do mar,tipo bem turista mesmo.Acho que o pai e a mãe já estavam de saco cheio de tanta estrada e das crianças incomodando dentro do carro que resolviam dar uns passeios na beira mar pra acalmar as crianças.

uma das paradas próximo a Camboriú
minha irmã,minha mãe e eu.

Um vez a mãe resolveu que ia levar a empregada para a praia para poder descansar e tirar uma de madame.
Tuuudo bem, desde que a  empregada fosse SOZINHA né? Jura que ela ia deixar os filhos pequenos em casa?
Sim, a mulher tinha ums 8 filhos, e dois ainda pequenos,minha mãe que sempre foi louca, mas de bom coração, aceitou de boa.
Resultado, o menino que tinha uns 4 aninhos foi sentado no colo da mãe, atras fomos, eu, minha irmã, a empregada e a filha dela de uns 8 anos por aí. Simmmmm ,foi o maior aperto até tramandaí.
O pior que o menino ficava chorando que queria ir no colo da mãe dele e a minha mãe dava uns safanões no muleque e dizia:
_Pára com isso, deixa tua mãe em paz, ela tá ali atras não vai fugir de ti! Daí que o guri berrava mais. A coisa tava ficando num estado que quando a guria se mexeu pra ir um pouco com o corpo pra frente, acho que pra acalmar o irmão eu perguntei:
_Tu vai a onde??
Minha irmã quase enfartou de tanto que riu, falando:
_Se ela conseguir ir a algum lugar tu me avisa!!! e rolava de tanto rir (rsrsrsrsr)
Sério, nequele mínimo espaço, não dava nem pra respirar fundo, quiçá se mexer um pouco.
Mas tudo bem, conseguimos chegar na praia e como não poderia deixar de ser, a casa que alugamos, estava com o filho do dono e um amigo hospedados lá.Convencer o menino de ir embora foi um custo a parte.
Coisas que só acontecem conosco mais de uma vez, diga-se de passagem.
editando:
Esqueci de mencionar que a casa era mal assombrada, simmmm,a casa estalava de noite e tinha uns vultos da esposa do dono que havia se matado nela.
Quando a mãe nos contou a história ninguém mais dormiu direito na casa. (rsrsrsrsr)

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Em outra ocasião, não lembro em que praia, tem um registro meu apavorada no colo da mãe, nem parece que eu, com o passar dos anos, me apaixonei pelo mar.

olha aí eu chorando
no colo da minha mãe.


Tem um registro interessante que depois de anos eu fui notar olhando a caixa de fotos da família.
Numa destas fotos tiradas na beira mar,um colega do meu ái resolveu registrar ele em ação.Depois de revelar a foto, o presenteou com a mesma.
Poucas pessoas tem um registro destes, um dos primeiros Making off que eu vi na minha vida.Incrível!!!

a foto.
meus irmãos e minha mãe.

a foto da foto
nosso primeiro Making off


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ciganas e Bananeiras

Não só na estrada a minha família vivia grandes aventuras,em casa também eram grandes os acontecimentos.
Vou contar alguns fatos isolados,coisas que me lembro que minha mãe e meus irmãos contavam.
Nossa casa na Av. Borges, onde eu nasci foi palco de acontecimentos marcantes na vida da nossa família e até hoje quando passo em frente a nossa antiga casa falo que o dia que eu receber na loteria, eu compro a casa de volta pra mim.
A casa não é lá essas coisas, mas o valor sentimental é imenso.As lembranças da infância sempre são as melhores na vida da gente.


olha eu ai sentadinha em frente a nossa casa

Meus irmãos aprontaram todas nessa residência (rsrsrsr) eu não tive tempo de realizar muitas proezas mas lembro bem de ter engolido uma formiga de asa ao chegar em casa numa noite de verão, foi terrível, nunca tossi tanto na minha vida.
Lembro de uma vez meus irmãos,lindinhos, brincando de pega pega de noite pela casa e eu, muito pequenininha, só conseguia correr atras deles e rindo, numa dessas ao passar pela porta da cozinha, a empregada me sai de dentro com uma tigela de feijão fervendo pela mão e o que aconteceu???
Lógico né, é lógico que ela virou a tigela toda em mim. Nunca vou esquecer a dor de uma queimadura de feijão, foi horrível, chorei muito, mas ainda bem que não foi mais grave.

Uma vez no clube da AABB onde éramos sócios, já que meu pai era funcionário do banco, eu ao sair da piscina e entrar no banheiro, havia um tapete destes de madeira em ripinhas, na entrada só que muito avariado, continha um prego solto e de ponta pra cima, o que aconteceu??? Lógico que a Dona Deise pisou no prego né!
Sempre fui mestre em me acidentar, até hoje sou assim.
O caso é que quando eu fiquei com meu pé curado, meu santo irmão colocou tachinhas no chão da casa para brincar comigo e me chamou.....ou seja,tornei a pisar e abrir o ferimento que estava já curado.
Sim sim, pode falar que ele era uma peste, era sim!
Meu amadinho irmão conseguiu a proeza de colocar fogo duas vezes no patio e quase incendiar a casa toda.
Lembro eu de travesseiro e bico no patio olhando as bananeiras da mãe queimando, um fogo alto e todo mundo gritando e correndo com baldes,na tentativa de apagar o fogo com baldes de água.
Ainda bem que conseguiram....na outra vez ele colocou fogo no capim cortado do terreno.

meu irmão, olha a carinha do anjo!


Minha irmã não era arteira, mas acontece que ela fazia tudo que o meu irmão mandava, então tipo, ele era o mentor das estripulias e ela realizava junto com ele, era uma senhora dupla.
Eles conseguiam tocar terror até nas empregadas da mãe, não parava uma na casa, eles faziam altas artes pra mandar elas embora(rsrsrsrsr).

Meu irmão era tão arteiro, mas tão arteiro, que quando minha mãe chegava com ele no hospital o médico já falava pra ela:
_O que foi dessa vez Dna Carmen?
Ele quebrou braço, nariz, perfurou a garganta, quase quebrou a cara na parede da garagem fazendo rampinha pra saltar de bicicleta, dentre outras tantas estripulias.
Mas sempre nos demos muito bem, desde que eu nasci, ele sempre cuidou muito bem de mim, até hoje continua a cuidar.

eu e meu irmão sapeca!

Minha mãe, depois que teve os 3 filhos resolveu voltar a estudar, então ela precisava ter empregadas para ajudar a cuidar dos filhos, mas antes disto ela fazia tudo sozinha, até costurava as roupas dos filhos, era uma excelente dona de casa, cozinhava muito bem e adorava uma festa.
Mas ficar com uma empregada era a coisa mais difícil da face da terra em se tratando de ser mãe deste menino terrível.

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Em pouco tempo ele foi chamado de louco pelas duas avós e aconselhada a internar o filho ou procurar tratamento para o mesmo.
Na casa da Vó Maria em minas ele correu pelo quintal atras da prima com uma faca na mão e ela aos berros entrou correndo atravessou a casa pedindo socorro e ele atras com um facão(rsrsrsr) minha avó falou:
_Carmen, tu tem que internar esse menino, ele não é certo da cabeça!
Pouco tempo depois já em casa, a mãe da minha mãe estava a nos visitar e ele entrou dentro de casa com a camiseta cheia de catchup na altura da barriga e segurando uma faca falando que tinha se cortado. Minha avó ficou apavorada e correu pra socorrer o neto que as gargalhadas mostrou que era brincadeira.Minha mãe que já sabia das artes dele nem deu bola, mas avó falou:
_Carmen, tu precisa internar esse menino, ele não é certo da cabeça!
Ou seja , as duas avós estavam de comum acordo num espaço curto de tempo (rsrsrsrsrrs)
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Bem, depois que a mãe aprontou me esquecendo em casa e quase me derrubando de uma carro andando, outra que ela fez foi quase me perder na porta da escola do meu irmão.
Simmmmm ela "quase" me perdeu,mas até hoje me pergunto se eu sou eu mesmo, ou se sou outra pessoa e não a filha da minha mãe.

Acontece que a mãe foi buscar meu irmão na escola e me deixou, ainda bebe, aos cuidados da minha irmã.
Sim,uma criança cuidando de outra criança...já viu né!
Passou umas ciganas e me viram no carro e pediram pra minha irmã abrir a porta pra me ver,não sei ao certo se foi assim, só sei que minha irmã louca de medo das ciganas abriu a porta apavorada.
E foi assim que um bando de ciganas me levou da minha irmã.
Quando a mãe voltou com meu irmão viu minha irmã aos prantos soluçando de chorar.
Aos prantos ela relatou que umas ciganas tinham me levado.Minha mãe largou meu irmão com ela e se foi atras de mim em um acampamento ali perto da escola, diz que chegou lá, entrou e me viu no centro de uma roda de ciganas todas cantando pra mim.
Bem, acho que minha mãe me conhecia bem pra não pegar outra criança né?....acho que sim.....espero.
E assim foi minha curta estadia no acampamento das ciganas(rsrsrsr)
Pobre da minha mãe...piradinha das ideias, mas uma santa alma!!!

meus irmãos....lindinhos!!!

domingo, 2 de junho de 2013

Sentido Serra Litoral/RJ

Bem, depois de tantas idas e vindas para Minas,São Paulo  e  Rio de Janeiro,meu pai resolveu que tínhamos que conhecer Teresópolis na serra do Rio, onde ele teve a sua melhor chance de melhorar de vida e ser alguém.
Lá fomos nós....de quê? simmmm de fusca!
Aquele fusquinha nos acompanhou por anos e tenho muitas saudades dele.
A estrada para Teresópolis é incrível, muito linda mesmo, num dado momento tu começa a enxergar uma montanha linda em formato de mão com um dedo apontando para o céu.As pessoas do lugar chamam ela de "O dedo de Deus". E parece mesmo, uma mão apontando para o céu como se tivesse te falando: "olhe mais para o divino".




Pena que não tenho muitas fotos desta viagem das paisagens,pois são divinas mesmo.
A estrada num certo momento tem um trevo de acesso para Petrópolis que infelizmente nós não fomos na época.

Lá em Teresópolis conheci a minha bisavó, a única que conheci na minha vida, e tenho uma pena de não ter tido mais tempo de conviver com ela.
Na época eu era muito criança e não aproveitei, mas tenho na minha memória a imagem dela de bengalinha vendo novela na tv e nos contando os capítulos rsrsrsr mimosa!

meu pai e minha mãe na ocasião desta viagem.

Meu pai nos levou para conhecer vários pontos da cidade muito faceiro!!!
Até que desta vez não lembro de nenhum caso mais pitoresco da minha mãe....mas a caixa de perucas sempre nos acompanhava!

uma fonte de água no centro da cidade
onde fomos nos refrescar

Lá conhecemos uma outra parte da família do meu pai e fizemos muitos passeios pela cidade, a tônica ficou com o fato da minha irmã quase ter quebrado a cabeça descendo uma escada na casa dos tios do meu pai, pra não ser exagerada, tem uma foto com um curativo em forma de X  na cabeça dela pra mostrar tal fato rsrsrsr
não lembro o nome,mas 
era uma cascata em teresópolis

Conhecemos cascatas, andamos de charrete,meio sem vontade, pelo menos a foto não condiz com crianças felizes rsrsrsr

olha a minha irmã aí e seu curativo rsrsrs
eu na charrete de traz com meu priminho

Foi um passeio muito bom e que muitos anos depois me rendeu uma baita ajuda quando fui sozinha pro rio....em outro post eu explico o porquê.

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Alguns anos mais tarde e sem o fusca, agora de ônibus, meu pai me levou para conhecer Cabo Frio.
Meu irmão não foi junto porque estava estudando para fazer vestibular e minha irmã já havia casado.Quem nos acompanhou nesta aventura foi uma grande amiga que eu chamo de amiga-irmã Vanya Duarte.
Ela era mineira e morou muitos anos em Santa Maria, como não poderia deixar de ser, os mineiros se uniram em uma grande amizade que perdura até hoje.

Mas é lógico que aconteceu algumas aventuras né...senão não seria minha família.

Primeiro chegamos na cidade e fomos para o apartamento que havíamos alugado,detalhe que a dona não tinha saído do lugar e demos de cara com ela dentro do mesmo.
Foi um parto tirar a mulher de lá...ela falava, falava,falava e nada.
A gente loucos de vontade de descansar e a dona sem cimancol.
Foi que finalmente a mulher foi embora.
Malas pra dentro de casa, sendo que alguém ficou trancado no elevador com mala e tudo...finalmente fomos conhecer os nossos aposentos.(depois deste fato do elevador eu sempresubia e descia pelas escadas)
O apartamento dizia que tinha 2 quartos........dois??nãooo né, capazzz, e quando tu viu uma oferta ser realmente verdadeira por um anuncio?
Sim, tinha um quarto de casal e uma peça sem portas no corredor com um beliche dentro...dai tu subia no beliche e ficava com a cara literalmente enfiada na parede do teto.Dormir de lado nem pensar, tinha que ser de barriga pra cima e sem respirar fundo.
Resultado? colocamos os colchões no chão da sala para dormir melhor.O problema é que na sala não tinha persianas  era só o vidro da sacada e mais nada.Olhei para um biombo no canto da sala e peguei ele, coloquei na frente da porta da sacada e pendurei todas as toalhas que tínhamos, ficou meio circo, mas funcionou pra não verem a gente dormindo,só não tapou a claridade da manhã.

Tirando esses probleminhas de ordem estrutural do local, a praia era uma delícia, amaldiçoei o meu pai por ter ido embora daquele paraiso na terra.Que lugar lindo, perfeito, clima ótimo, mar clarinho, tudo perfeito.
Só pra explicar,o mar lá é claro por conta das salinas, a areia do mar, embaixo é branca,diferente da nossa aqui que é cinza, então a água fica cristalina e tu consegue,mesmo no fundo do mar, ver os teus pés e os peixinhos.

Fizemos passeios de barco pelas entradas que o mar faz criando um bairro de casas chiques com iates nas portas, uhmmm tí méti!

água transparente de cabo frio

Tivemos também a oportunidade de conhecer búzios nesta ocasião.Fomos em um ônibus de excursão com diversas pessoas e lembro de um cara mutchu loco que gritava do outro lado da rua quando via a gente :"TÁ LÁ, TÁ LÁ, TÁ LÁ!"
rsrsrsrsr o cara era um mala mas engraçadíssimo.Depois a gente encontrava ele na rua da cidade e ele gritava pra gente :"TÁ LÁ, TÁ LÁ, TÁ LÁ!"
Até me assustei uma vez caminhando no centro e escutei os berros dele do outro lado da rua, fiz que nem vi quem era rsrsrsrs
Não tem jeito, todo mundo tem um loco na família!

Nesta viagem, infelizmente a minha prima(que eu digo que é prima,mas é só amiga) teve que voltar mais cedo pra Belo Horizonte, onde ela morava,pois a avó dela falecera repentinamente.Nosso passeio ficou menos feliz, mas com a noticia de meu irmão ter passado no vestibular a coisa ficou um pouco melhor.
Ah,quase esqueci,minha mãe, neste apartamento da loca, quase se matou sem querer(rsrsrsrsr) Foi fazer comida e a boca do fogão apagou e ficou vazando gás dentro de casa e ela não notou, quase desmaiou quando se deu conta e correu pra janela. Coisas de Dna Carmen!

nesta vista aerea dá cidade dá pra ver os canais
por onde a gente faz os passeios de barco.
A cidade é incrível!